Apelo a ação conjunta de uma redes de Áreas Marinhas Protegidas (AMP)

Apelo a ação conjunta de uma redes de Áreas Marinhas Protegidas (AMP)

Os participantes firman el Llamamento na Acção no Congresso Internacional de Áreas Marinas Protegidas (IMPAC4), Chile, 7 de setembro de 2017.

Os abaixo assinados comprometem-se a cooperar para o objetivo comum de criar uma rede transatlântica de Áreas Marinhas Protegidas (AMP)

O terceiro Congresso Internacional de Áreas Marinhas Protegidas (IMPAC 3), de 2013, constituiu uma oportunidade para que quatro redes regionais de AMP – CaMPAM, Caraíbas; MedPAN, Mediterrâneo; NAMPAN, América do Norte e RAMPAO, África Ocidental – iniciassem um diálogo sobre formas de colaboração que viabilizassem o intercâmbio de experiências e a otimização de recursos. Atualmente, esta colaboração, conta com o apoio do projeto da UE “Cooperação entre Norte e Sul na Dimensão Transatlântica através de AMP”, que visa dinamizar o intercâmbio e a partilha de boas práticas para aumentar a eficácia da gestão das AMP, tendo a Conferência dos Oceanos da ONU (junho de 2017), contribuído para reforçar estas parecerias.

As quatro redes regionais, e dois organismos nacionais responsáveis pela gestão de AMP– a Agência Francesa para a Biodiversidade e a Fundação Biodiversidade do Ministério da Agricultura e Pescas, Alimentação e Meio Ambiente do Governo de Espanha – estão a desenvolver uma estratégia conjunta para partilhar experiências e ferramentas que reforcem as suas capacidades, bem como, a explorar opções de financiamento a longo prazo que garantam a sustentabilidade das redes do Atlântico, tanto a nível regional como a nível nacional.

Acreditamos que através da partilha transatlântica de experiências, conhecimento e informação técnica ecientífica, podemos  reforçar capacidades e aumentar a eficácia e sustentabilidade das AMP.

As redes de gestores de AMP, a nível nacional, sub-regional, ou supra-regional, são bem sucedidas na partilha de conhecimento e de boas práticas de gestão graças a uma comunicação eficaz e ao reforço das respetivas capacidades. As redes permitem um intercâmbio entre gestores que enfrentam desafios comuns em diferentes contextos locais, facilitando a criação de soluções criativas, a resolução de problemas e a partilha de recursos.

Acreditamos que o reforço de laços humanos transatlânticos contribuirá para o aumento da conectividade ecológica.

As redes de gestores de AMP são os pilares de atuação das AMP. Possibilitam, a todos os níveis, a formação de “Comunidades de AMP” , na medida em que facilitam o intercâmbio entre gestores e responsáveis pelo planeamento marinho, decisores, cientistas e outros intervenientes que trabalham para o objetivo comum e global da preservação ambiental e da sustentabilidade dos oceanos e zonas costeiras.

Acreditamos que o Apelo a uma Ação Conjunta das Redes de AMP irá contribuir, a todos os níveis, para a resolução dos desafios que se colocam atualmente à conservação marinha, sobretudo no que diz respeito ao cumprimento das Metas Aichi 11 e 6 da CDB (Convenção sobre a Diversidade Biológica), do objetivo de desenvolvimento sustentável – SDG14 e do Acordo de Paris.

Adotando uma abordagem ascendente, estas redes estão a unir-se para cumprir as agendas internacionais, nacionais e regionais em matéria de AMP.

Acreditamos que é necessário promover e financiar ativamente a criação de uma forte rede transatlântica de AMP para que os  seus gestores possam colaborar eficazmente para garantir o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

O IMPAC 4 constitui uma excelente oportunidade para consolidar estes esforços. Convidamos todos – países, dirigentes, financiadores, cientistas e outros intervenientes – a aderirem a este apelo e a assumirem o compromisso de contribuir para o fortalecimento e alargamento desta rede, não só a toda a região do Atlântico, mas ao Oceano Global.

CONSTRUINDO UMA REDE TRANSPORTATIVA AMP